Dresscode profissional ainda importa?

Em tempos de maior flexibilidade no ambiente de trabalho e com a democratização da moda, as empresas ainda estabelecem um dresscode? Entenda como adotar um código de vestimenta pode impactar a imagem corporativa

Dresscode é um termo importado do inglês que define um conjunto de roupas padronizadas ou estilos exigidos em ambientes como trabalho, eventos ou escolas. Desde a Idade Média, a maneira de se vestir já indicava a classe social e o status de uma pessoa diferenciando nobres, servos e clero, não apenas pela perspectiva financeira, mas também como forma de identificação.

Apesar de vivermos em tempos diferentes, as roupas ainda revelam informações sobre cada indivíduo, como grupo de pertencimento e profissão.

Além desta distinção, há o efeito psicológico que a roupa exerce sobre nossa atitude, tanto socialmente quanto profissionalmente. Imagine-se na academia vestindo calça jeans: seria desconfortável e impróprio. Roupas adequadas, como as de ginástica, otimizam o desempenho, proporcionando conforto e liberdade de movimento. A adequação ao ambiente de trabalho gera confiança, permitindo focar no que realmente importa.

Funcionalidade e flexibilidade

Do ponto de vista corporativo, o dresscode reflete a cultura e os valores da empresa por meio do vestuário usado pela equipe de trabalho.  O uso de uniformes, por exemplo, transmite organização, além de ser prático para os colaboradores. Em situações de atendimento ao cliente, isso aumenta a confiança do público e facilita a identificação dos profissionais, contribuindo para uma experiência mais positiva.

Empresas que incentivam criatividade e inovação tendem a adotar códigos de vestimenta mais flexíveis que expressem a individualidade dos colaboradores. Essa liberdade na roupa de trabalho promove um ambiente dinâmico e reforça a imagem da empresa como moderna e inclusiva, atraindo talentos que valorizam a autenticidade.

Setores tradicionais, como finanças e direito, exigem trajes mais formais, que comuniquem seriedade e competência. Nesse contexto, o dresscode é uma ferramenta de branding que projeta confiabilidade aos clientes e parceiros.

Percepção do mercado

A apresentação e modo de vestir da equipe impacta diretamente a percepção da marca no mercado, destacando sua identidade e valores fundamentais. Ao definir seu dresscode, as empresas devem considerar não apenas a adequação interna, mas também o reconhecimento e a reputação da marca em um cenário competitivo. Uma abordagem estratégica em relação ao dresscode pode alinhar a cultura organizacional à proposta de valor da marca, criando uma imagem coesa e autêntica.

Também é importante lembrar que o entendimento de “apropriado” varia entre culturas e realidades sociais. Em empresas globais, é essencial levar em consideração como diferentes sociedades interpretam o que é apropriado. O que funciona em um país pode ser inadequado em outro.

Vale a reflexão: como sua empresa tem se adaptado às mudanças criando um ambiente que valoriza a expressão pessoal e reforça a identidade da marca?

Kátia Gomes, editora
Política de comunicação

Construindo a política de comunicação da sua empresa

Ter uma comunicação clara e eficaz é fundamental para o bom funcionamento da sua empresa. Independentemente do porte, a comunicação favorece a integração dos seus funcionários, a construção de uma boa imagem no mercado e o relacionamento com seus clientes.

Para manter essa comunicação organizada, ela pode constar em um único documento, chamado de “política da comunicação”. Nele, conterá os princípios da sua empresa, as diretrizes e as normas que norteiam a comunicação interna e externa do seu negócio, bem como as definições de públicos estratégicos do seu negócio, as ações e a mensuração de resultados.

Antes de construir o documento, defina o seguinte:

1. O que você espera alcançar com sua política de comunicação?

2. Quais são os canais de comunicação que você utiliza?

3. Como você se comunica com seus públicos?

4. Quais são os principais públicos de interesse da sua empresa?

5. Como você quer ser comunicar com cada um deles?

Somente após esta análise será possível escrever o documento da política de comunicação, no qual deverá conter:

  • Uma lista de todos os públicos de interesse do seu negócio. Funcionários, clientes, fornecedores, investidores, imprensa, sociedade local, influenciadores, etc.
  • Os canais que serão usados (e-mail, intranet, redes sociais, comunicados oficiais, revista, etc.).
  • A linguagem que será adotada, ou seja, sua empresa irá usar uma forma de comunicação mais forma, informal, apenas informativa, etc.
  • A responsabilidade dos departamentos e colaboradores na comunicação interna e externa.
  • A forma que será monitorada e avaliada a efetividade da comunicação da empresa.

Lembrando que tudo isso deve estar de acordo com a visão, missão e valores da sua empresa.

É um documento que dá trabalho e é um processo contínuo e amplo, que deve ser construída de forma coletiva para refletir a ideia da instituição como um todo. Para que todos possam colaborar na hora de colocar em prática.

Mas,”se eu sou uma pequena clínica ou empresa com poucos funcionários, o que eu ganho com isso?” Você direciona suas ações de comunicação com mais coerência e consistência, fortalecendo a imagem da empresa no mercado, além de facilitar o engajamento e manter a transparência e confiança com seu público. Uma política de comunicação pré-definida também ajuda a empresa a lidar com momentos de crise e situações de emergência. Tudo isso otimiza tempo e recursos.

Uma consultoria externa para a elaboração deste trabalho pode ser positiva, pois o profissional pode trazer novos pontos de vista, diferentes ângulos e olhares.

Rosana Cavalcanti, jornalista